Jurista afirma que big techs se tornaram o terceiro poder mundial

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Big Techs
15/12/2025
Jurista afirma que big techs se tornaram o terceiro poder mundial
Sthefano Cruvinel destaca o crescimento das ações judiciais contra gigantes da tecnologia.

Sthefano Cruvinel destaca o crescimento das ações judiciais contra gigantes da tecnologia.

Big techs dominam o cenário jurídico e econômico

Em meio a um cenário de incertezas econômicas, o jurista Sthefano Cruvinel, especialista em perícia judicial, afirma que as big techs se tornaram o terceiro poder mundial. Em entrevista, ele destaca como essas gigantes da tecnologia, como Oracle e Siemens, estão impactando o mercado e o sistema jurídico no Brasil.

Cruvinel fundou a EvidJuri em 2017, com o objetivo de atuar na prevenção de prejuízos causados por softwares inadequados vendidos por essas empresas. Segundo ele, muitas vezes, as big techs oferecem produtos que não atendem às necessidades específicas de certos segmentos, resultando em grandes prejuízos para as empresas contratantes.

Aumento de ações judiciais contra as big techs

O jurista observa um aumento exponencial no número de processos judiciais contra as grandes empresas de tecnologia. “Quando o risco-país sobe, o risco-jurídico também aumenta”, explica. Ele aponta que as grandes empresas, na tentativa de manter a lucratividade em tempos difíceis, acabam expondo seus clientes a riscos maiores, vendendo projetos que muitas vezes não são adequados.

Cruvinel explica que, durante sua atuação, notou que muitos projetos vendidos por essas empresas, embora possam ser considerados bons em certos contextos, falham em outros. Muitas vezes, os clientes não têm consciência dos riscos envolvidos e acabam endividando-se em contratos desfavoráveis.

Desafios enfrentados pelos clientes

De acordo com o jurista, as big techs criam dívidas com os clientes a juros zero, vendendo projetos com preços muito abaixo do que realmente custam. “Elas sabem que o projeto custa R$ 1 milhão, mas vendem por R$ 300 mil. Quando os custos aumentam, elas imputam mais dívidas aos clientes”, afirma Cruvinel. Essa estratégia faz com que muitas empresas acabem em situações financeiras precárias, tendo que desembolsar valores muito acima do previsto.

Além disso, a maioria dos clientes que processam essas gigantes acaba perdendo os casos. “A chance de um cliente vencer um processo contra uma big tech é muito pequena, pois elas têm uma vantagem contratual significativa e a experiência necessária para lidar com processos judiciais”, alerta. Isso leva muitos a desistirem de suas ações, ainda que tenham razão.

Perícias como solução

A EvidJuri, sob a liderança de Cruvinel, tem se especializado em atuar em processos judiciais, buscando reverter decisões desfavoráveis. Um exemplo notável foi um caso em que o jurista conseguiu transformar uma dívida de R$ 18 milhões em um crédito de R$ 12 milhões para um cliente que havia recorrido à Oracle. Essa reviravolta foi possível através de uma perícia técnica que demonstrou a imprescindibilidade da prova, um aspecto frequentemente desconsiderado pelo judiciário.

Cruvinel também menciona que enfrenta represálias por sua atuação, incluindo processos de empresas como a Siemens. Segundo ele, essas represálias visam dificultar seu trabalho e intimidá-lo. “Eles reclamam de informações que publiquei sobre os prejuízos causados por seus softwares”, explica.

Conclusão

A atuação das big techs na economia brasileira e suas implicações legais são temas cada vez mais relevantes. Sthefano Cruvinel destaca que, com o domínio de dados e informações, essas empresas se tornaram protagonistas em um novo cenário de poder. A necessidade de uma abordagem judicial mais robusta se torna evidente, à medida que mais empresas buscam justiça contra práticas que consideram abusivas.

Fonte: Folha de Ponta Grossa

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